As descrições abaixo nos mostram que havia sempre capital externo envolvido em nossas construções, de maneira que, em troca injusta, nossas riquezas eram levadas, nossa mão de obra não paga ou, dependendo do caso, mal paga. Ou seja, nada do que vivenciamos no século XXI é muito diferente do que sofriam nossos ancestrais. É apenas uma repetição modernizada.
Nosso intuito nesta postagem é apenas mostrar, historicamente, o início das estradas no Brasil, mas sem almejar aprofundar e menos ainda esgotar o assunto... apenas reflitamos nesta leitura.
Nosso intuito nesta postagem é apenas mostrar, historicamente, o início das estradas no Brasil, mas sem almejar aprofundar e menos ainda esgotar o assunto... apenas reflitamos nesta leitura.
Estrada de Ferro em Petrópolis, 1885. A inovação tecnológica contribuiu muito para o crescimento das exportações brasileiras (açúcar, café, algodão, couro). A principal razão foi à adoção da navegação a vapor e de ferrovias, que permitiu ao transporte de carga tornar-se bem menos oneroso e muito mais rápido.
O governo brasileiro também participou da expansão ferroviária, ora iniciando empreendimentos visando a integração do território nacional através desse meio de transporte ora encampando companhias privadas falidas para impedir o colapso econômico de regiões dependentes desse meio de transporte. No nordeste, as principais ligações vieram do Ceará através da Estrada de Ferro de Sobral que iniciou a ligação de Fortaleza a Sobral em 1879 concluída em 1882. Em Pernambuco, além da primeira ligação de Recife ao Cabo pela Estrada de Ferro de Recife ao São Francisco, a Great Western abriu a ligação entre Recife e Paudalho em 1881. 20 anos depois a própria Great Western assumiria o controle da ligação de Recife com o Cabo.
No fim de 1889, proclamada a República, existiam no Brasil 9.583 km de ferrovias em tráfego, que serviam a então capital e quatorze das vinte províncias. Com a proclamação da República, o Governo Provisório decidiu executar um plano de construções ferroviárias, abrangendo todo o país. Mas devido à crise financeira na época, este plano não pode ser executado. Entre 1890 e 1895, foram abertos à circulação mais 3.383 km de estradas de ferro, pouco mais que nos últimos cinco anos do Império. Com o plano econômico de 1896, foi decidida a suspensão em 1897 de todas as obras de construção de ferrovias, sendo decretada a moratória no pagamento das garantias, o que economizou para a União 1/3 do seu orçamento. Em 1906, por 16,5 milhões de libras, a União ficou livre do pagamento dos juros, comprando as ferrovias credoras.
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